RC Criativa

A compra do grupo de humor Porta dos Fundos, anunciada nesta quarta-feira pela Viacom, dona de marcas como MTV, Comedy Central e Paramount Channel, vai colocar o coletivo carioca no cardápio da TV paga dos Estados Unidos e Europa, além de outros países da América Latina. A aposta no grupo, concretizada em um negócio de valor não revelado, faz parte da estratégia da Viacom para crescer na América do Sul em audiência e publicidade.

“A Viacom é uma empresa de conteúdo. Temos horas e horas de conteúdo. Acreditamos que precisamos possuir conteúdo para ser bem-sucedidos. Adquirir o Porta dos Fundos nos dá acesso a muitas horas de vídeos curtos, que queremos explorar não apenas no Brasil, mas ao redor do mundo. Vamos traduzir o conteúdo para a América Latina, a Europa e os Estados Unidos”,

Pierluigi Gazzolo, Presidente da VIMN Américas

Pierluigi Gazzolo, presidente da VIMN Américas (Youtube/Reprodução)

diz Pierluigi Gazzolo, presidente da presidente da Viacom International Media Networks (VIMN) Américas. “A publicidade está migrando para o branded content (marketing de conteúdo)“, complementa.

Segundo Gazzolo, o negócio faz da Viacom a principal dona do Porta dos Fundos, que além do canal com o próprio nome, possui outros menores no Youtube, site e perfis em redes sociais, séries de TV, filmes, games, aplicativos e uma linha de produtos licenciados. Mas, em termos operacionais e criativos, o Porta dos Fundos seguirá o mesmo. “Nada muda. O Porta dos Fundos vai continuar na internet e seguirá como provedor de conteúdo, particularmente do Comedy Central, que pode ter um blog do Porta em seu site e conteúdo na TV. Queremos aprender com eles como crescer no mundo multiplataforma”, diz o executivo que, ao menos a princípio, descarta um canal próprio para o coletivo na televisão.

“Queremos levar o Comedy Central para o nível de penetração do Nickelodeon, isto é, expandir de 60% para 80% a sua presença entre os assinantes dos diversos pacotes de TV por assinatura. Acredito que a televisão vai continuar crescendo na América Latina. Nós acreditamos no mercado brasileiro”, diz Gazzolo.

Oque você acha disso?