Cartão de Visita Rocca

O Tribunal Supremo de Rússia proibiu nesta quinta-feira as atividades das Testemunhas de Jeová. A organização religiosa foi considerada extremista. O tribunal determinou a suspensão imediata de suas atividades e o confisco de suas propriedades. Serão dissolvidos o centro de direção das Testemunhas de Jeová na Rússia assim como suas 395 filiais em todo o país.

O pedido foi apresentado pelo Ministério da Justiça, no final de março. Seu representante, Svetlana Borisova, justificou o requerimento durante uma audiência no Supremo, “A organização religiosa Testemunhas de Jeová mostra indícios de extremismo. Representa uma ameaça para nossos cidadãos, à ordem pública e à segurança da sociedade”. Ainda, Borisova se mostrou contrário à proibição religiosa de doar sangue, e classificou a ação como “uma ameaça à vida das pessoas”.

Em entrevista ao The Guardian, a Human Rights Watch criticou a decisão do supremo Russo. “A decisão da Suprema Corte de banir as Testemunhas de Jeová na Rússia é um terrível golpe para a liberdade de religião e associação na Rússia”, disse a vice-diretora para a Europa e Ásia Central da Human Rights Watch, Rachel Denber.

As Testemunhas de Jeová mostraram repúdio à decisão do Supremo e disseram que entraram com recurso.

O movimento da linha cristã conta com 175.000 membros na Rússia e cerca de oito milhões ao redor do mundo, de acordo com estimativas de seus líderes religiosos.

Durante o regime de Joseph Stalin, na União Soviética, as Testemunhas de Jeová tiveram suas práticas religiosas proibidas, e seus membros deportados para a Sibéria. A proibição foi suspensa em 1991.

A campanha contra essas crenças coincide com um aumento sem precedentes da religiosidade entre os russos, embora menos de 10% dos cidadãos compareçam regularmente a cultos, segundo dados do Centro Levada de estudos.

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