De forma invicta, brasileiro volta a vencer uma etapa após um ano e cinco meses e entra na briga pelo título dividindo a vice-liderança com Jordy Smith e Owen Wright
Cartão de Visita Rocca

Foi emocionante, com direito a uma “volta olímpica” de jet ski no fim segurando a bandeira brasileira enquanto o público vibrava na areia. Depois de um ano e cinco meses, Adriano de Souza voltou a subir no lugar mais alto do pódio em uma etapa de Circuito Mundial de Surfe. Sem vencer desde dezembro de 2015, quando foi campeão em Pipeline (Havaí) sacramentando a conquista do título daquela temporada, Mineirinho mostrou manobras sólidas e radicais para sagrar-se vencedor do Rio Pro. Com uma campanha impecável, ele venceu todas as suas baterias até chegar à final, eliminando inclusive a revelação Yago Dora, que mandou três campeões mundiais para casa ao longo do torneio, na semifinal. Na decisão, batalha dura contra o australiano Adrian Buchan: 17.63 a 17.23. Por isso, muita comemoração ao deixar o mar. Carregado por amigos, entre eles, o surfista Raoni Monteiro, Adriano de Souza foi recebido pelos torcedores aos gritos de “o campeão voltou, o campeão voltou”.

Com o título, Mineirinho passa a ocupar a segunda colocação do ranking mundial ao lado do sul-africano Jordy Smith e do australiano Owen Wright. O trio tem 24.400 pontos, 350 a menos que o líder John John Florence, que ficou em 13º no Rio Pro ao ser eliminado pelo brasileiro Yago Dora na terceira fase. A próxima etapa do Circuito Mundial acontece de 4 a 16 de junho, em Fiji. A janela de competição feminina vai de 28 de maio a 2 de junho.

– Queria agradecer muito a Deus por esse momento maravilhoso. Eu não sentia o gosto de um pódio desde dezembro de 2015 e nesse período batalhei muito para estar aqui. Isso representa bem o que é o nosso país, a gente enfrenta dificuldades e sai para trabalhar todo dia com o sorriso no rosto. Estou muito feliz – disse Mineirinho.

Esta foi a quinta vez que o título da etapa brasileira ficou com um surfista do país. O mesmo Adriano de Souza conquistou o evento em 2011 no Rio. Os demais campeões foram: Peterson Rosa (1998), Jadson André (2010) e Filipe Toledo (2015).

Domínio do início ao fim da final

O primeiro bom momento da bateria surgiu com quase dez minutos corridos. Numa esquerda de boa formação, Adriano de Souza conseguiu belas rasgadas, largando na frente com um 7.50. Na mesma série, Buchan dropou e conseguiu um 4.33 de nota. Mesmo com a torcida contra, o australiano foi para a segunda onda, obtendo um 5.83 a 22 minutos do fim. Adriano não deixou por menos e foi buscar um 7.83, ampliando a liderança.

Sem se entregar, Ace foi buscar uma onda de 9.20, deixando a decisão em aberto. Precisando de 6.13 para virar, Buchan viu Adriano voltar a levar a torcida brasileira à loucura a oito minutos do fim. Em mais uma esquerda espetacular, Mineirinho arrancou um 9.80 – segunda melhor nota do Rio Pro – voltando a liderar com folga. Adrian ainda surfou para um 8.03, mas já era tarde para conseguir a virada. Festa brasileira em Itaúna.

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