Para Aurélio Luiz de Oliveira Júnior, juros menores tornam os financiamentos ficam mais acessíveis, aumentando o poder de compra dos consumidores
Cartão de Visita Rocca

Com o Copom reduzindo os juros de forma consecutiva e apontando que o índice pode chegar a um dígito, o SindusCon OESP enxerga sinais positivos para o setor.

Nas últimas semanas, as projeções para a taxa básica de juros vêm caindo tanto para 2017 quanto para o ano que vem. O boletim Focus de junho, apresentado pelo Banco Central, previa taxa Selic de 8,5% para os dois anos. O relatório de 14 de julho, no entanto, apontou expectativa de queda, com 8% de Selic.

O mercado imobiliário recebeu a notícia de forma positiva. Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil da Região Oeste do Estado de São Paulo (SindusCon OESP), Aurélio Luiz de Oliveira Júnior, “com juros menores, os financiamentos bancários ficam mais acessíveis, aumentando o poder de compra dos consumidores e a capitalização das empresas do setor imobiliário para apostarem em lançamentos”.

Para Oliveira Júnior, é prematuro falar em números, no que diz respeito a aumento de vendas, mas ele acredita que há tendência para que os juros caiam ainda mais neste ano, e isso vai consolidar a retomada do setor. “Com o Copom reduzindo os juros de forma consecutiva e apontando que o índice pode chegar a um dígito, temos sinais muito positivos para o setor”, avalia o presidente do SindusCon OESP.

De acordo com o diretor do SindusCon OESP, Reinaldo Roberto Dainese, hoje, em Araçatuba, há pelo menos 13 condomínios verticais em construção, e uma série de empreendimentos horizontais na mesma condição. Após uma queda no ritmo das vendas, do ano passado para cá, agora a expectativa da retomada do poder de compra do consumidor que deixa otimista o setor imobiliário e os empresários do segmento.

“Além disso, a queda dos juros pode, de fato, viabilizar novos projetos no setor, ao passo em que diminui o custo de captação das empresas. Adicionalmente, tal benefício pode ser repassado ao consumidor final por meio de melhores condições de pagamento, aquecendo o lado da demanda”, avalia Dainese.

Banco

Alguns segmentos do mercado reagiram de forma imediata às novas projeções. O Santander saiu à frente dos concorrentes e anunciou redução de juros para créditos imobiliários. Segundo Gilberto Abreu, diretor executivo de negócios imobiliários e investimentos do banco, a decisão segue a posição de pioneirismo da instituição no mercado de crédito. “Mais do que acompanhar, o Santander quer ser protagonista na retomada do mercado imobiliário no Brasil.”

A nova taxa praticada pelo banco é de 9,49% ao ano pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), válido para imóveis usados com valores de 90 000 a 950 000 reais em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal, e de 9,99% ao ano para Carteira Hipotecária (CH), que vale para imóveis acima de 950 000 reais nas mesmas regiões.

As novas taxas são válidas para clientes com relacionamento, ou seja, é preciso estar adimplente, realizar pelo menos uma nova compra por mês no cartão de crédito e escolher uma opção entre receber salário no Santander, capitalização, depósito programado em poupança ou seguro de vida, acidentes pessoais ou residencial.

Abreu garante que a taxa abaixo de dois dígitos não é o único diferencial do Santander. O banco está lançando uma plataforma online que permite aos clientes fazer uma simulação, aprovar crédito e enviar documentos por meio do celular ou de qualquer computador conectado à internet. “O interessado só precisará ir à agência uma única vez, para assinar o contrato”, afirma o executivo. Com a novidade, a expectativa é que o tempo médio de contratação desse tipo de financiamento se reduza de 60 para 30 dias.

O Sindicato

O SindusCon OESP foi fundado em 1991, abrange os 42 municípios da região administrativa de Araçatuba, e possui atualmente cerca de 30 associados, dentre empresas de obras residenciais, comerciais, industriais, habitação popular, obras públicas e privadas.

As principais atribuições do sindicato são assessorar os associados em suas necessidades técnicas e operacionais de construção civil, assim como representa-los coletivamente em situações administrativas, legislativas e jurídicas, e também emitir e divulgar pareceres sobre projetos de qualquer natureza, que digam respeito, direta ou indiretamente, aos seus interesses.

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